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Consórcio de imóvel vale a pena em 2025?

O consórcio imobiliário continua sendo uma alternativa viável para quem deseja conquistar a casa própria sem recorrer ao financiamento bancário tradicional. Em 2025, com o cenário econômico ainda instável e os juros altos, o consórcio se destaca como uma opção mais acessível e planejada. Neste artigo, vamos explicar como ele funciona, para quem é indicado, quais os custos envolvidos, como utilizar o FGTS, e os passos para participar de um grupo de consórcio.

O consórcio de imóveis é uma modalidade de compra parcelada baseada na união de pessoas com o mesmo objetivo: adquirir um imóvel. Os participantes formam um grupo e contribuem mensalmente com parcelas que compõem um fundo comum. A cada mês, um ou mais membros são contemplados por sorteio ou lance, recebendo uma carta de crédito para a compra do imóvel desejado.

Como funciona o consórcio de imóvel?

A principal diferença em relação ao financiamento é que o consórcio não tem cobrança de juros e não exige garantias para adesão. Por outro lado, o tempo de espera para aquisição do imóvel pode ser maior, já que depende de ser sorteado ou oferecer um lance competitivo. Já no financiamento, a liberação do crédito é imediata após a aprovação.

Qual é o melhor perfil para contratar um consórcio imobiliário?

O consórcio é indicado para pessoas que:

  • Não têm recursos para dar uma entrada em um financiamento;
  • Não possuem garantias ou não querem comprometer bens;
  • Desejam evitar o pagamento de juros elevados;
  • Têm disciplina financeira para pagar parcelas mensais;
  • Podem esperar para receber o crédito, sem urgência para comprar o imóvel;
  • Estão dispostas a lidar com a incerteza de quando serão contempladas.

Trata-se de uma estratégia de investimento de médio a longo prazo, ideal para quem planeja adquirir um imóvel com mais tranquilidade e organização financeira.

Quais são os custos envolvidos no consórcio imobiliário?

Embora não haja cobrança de juros, o consórcio possui alguns encargos que precisam ser considerados:

  • Taxa de administração: valor pago à administradora para gerenciar o grupo;
  • Taxa de adesão: cobrada no momento da entrada no consórcio;
  • Fundo de reserva: montante destinado a cobrir imprevistos do grupo;
  • Taxa de contemplação (quando aplicável): valor pago no momento em que o participante é contemplado.

Todos esses valores são diluídos nas parcelas, que podem ser mensais ou conforme o contrato.

É possível usar o FGTS no consórcio imobiliário?

Sim. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado em consórcios de imóveis para:

  • Pagar parte das parcelas;
  • Quitar totalmente o saldo devedor;
  • Oferecer um lance para antecipar a contemplação.

No entanto, é preciso atender aos critérios definidos pela Caixa Econômica Federal e ter saldo disponível. Além disso, a administradora do consórcio precisa estar autorizada a operar com FGTS. Antes de usar esse recurso, vale consultar um especialista para entender se é vantajoso no seu caso.

Como funciona a análise de crédito no consórcio de imóvel?

A análise de crédito no consórcio é geralmente mais simples que a do financiamento. Como não há liberação imediata de crédito, não se exige comprovação de renda ou garantias na adesão. No entanto, ao ser contemplado, a administradora pode realizar uma verificação mais criteriosa para liberar a carta de crédito.

Os principais pontos analisados são:

  • Capacidade de pagamento das parcelas;
  • Veracidade dos dados pessoais;
  • Verificação de eventuais restrições no CPF (como protestos ou pendências no SPC/Serasa).

Cada administradora pode adotar critérios próprios, por isso é importante verificar antes da adesão.

Passo a passo: como fazer um consórcio de imóvel?

Veja abaixo as etapas para participar de um consórcio imobiliário:

  1. Escolha uma administradora autorizada pelo Banco Central: Caixa, Porto Seguro, Itaú, Bradesco, entre outras são opções reconhecidas;
  2. Defina o grupo ideal (novo ou em andamento): leve em conta o valor do imóvel desejado, o número de parcelas e as regras de contemplação;
  3. Assine o contrato de adesão: leia atentamente os termos, valores e condições;
  4. Pague a taxa de adesão e comece a contribuir: mantenha as parcelas em dia para participar dos sorteios;
  5. Aguarde ser contemplado: por sorteio mensal ou oferta de lance;
  6. Após contemplado, compre o imóvel: utilize a carta de crédito para concluir a compra.

Grupos em andamento: vale a pena entrar?

Entrar em um grupo de consórcio já em andamento pode ser interessante para quem busca uma contemplação mais rápida. Contudo, é importante considerar:

  • As parcelas podem estar mais altas;
  • Pode haver parcelas em atraso a serem assumidas;
  • Nem sempre há cotas disponíveis.

Se decidir por essa opção, verifique o histórico do grupo, as condições de pagamento e negocie com a administradora para evitar surpresas.

O consórcio imobiliário pode ser uma excelente alternativa em 2025 para quem quer fugir dos altos juros do financiamento e tem flexibilidade de tempo para adquirir o imóvel. É uma forma de poupança programada que exige planejamento, disciplina e atenção às regras de cada grupo. Ao escolher uma boa administradora e manter seus pagamentos em dia, você aumenta suas chances de conquistar a casa própria de maneira mais econômica e segura.